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22/07/2021 09:18

EUA promete sancionar funcionários cubanos por violação dos direitos humanos

Os Estados Unidos prometeram nesta quarta-feira (21) sancionar funcionários cubanos apontados por violar os direitos humanos durante os protestos recentes na ilha, os maiores depois de mais de seis décadas de regime comunista.

“Como determinou o presidente Joe Biden, aplicaremos sanções de grande impacto a autoridades cubanas que orquestraram estas violações aos direitos humanos”, disse a chefe da diplomacia americana para a América Latina, Julie Chung, em um tuíte que assinou com suas iniciais.

 

Chung, secretária adjunta para as Américas do Departamento de Estado, publicou também uma foto ao lado da opositora cubana Rosa María Payá, filha do falecido ativista Oswaldo Payá, com quem disse ter se reunido para conversar “sobre este momento inédito para o povo cubano e a urgência em tomar ação e exigir prestação de contas”.

Milhares de pessoas foram às ruas em cidades e municípios de toda Cuba em 11 de julho aos gritos de “Temos fome!”, “Liberdade” e “Abaixo a ditadura!”, em meio à pior crise econômica na ilha em décadas e de um forte aumento dos contágios e óbitos pela covid-19.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização de Estados Americanos (OEA), descreveu as manifestações como “pacíficas” e condenou “a repressão estatal e o uso da força” durante as mesmas.

 

Em um comunicado publicado na semana passada, a CIDH reportou ao menos um morto e 151 detidos ou com paradeiro desconhecido como consequência de sua participação nas marchas. Também descreveu várias agressões por parte da polícia a jornalistas e correspondentes.

“Vamos nos concentrar em aplicar sanções fortes ao regime oficial responsável pela repressão brutal”, garantiu Chung nesta quarta em uma série de tuítes.

“Os funcionários cubanos responsáveis pela violência, a repressão e a violação dos direitos humanos contra os manifestantes pacíficos em Cuba devem prestar contas”, acrescentou.

Durante o governo de Donald Trump, os Estados Unidos castigou vários funcionários de alto nível do governo cubano.

Em janeiro, cinco dias antes da posse de Biden, o Tesouro americano sancionou o ministro do Interior cubano, Lázaro Alberto Álvarez Casas. Em 2020, havia incluído em sua lista negra de controle de ativos estrangeiros Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, chefe do GAESA, conglomerado empresarial militar mais poderoso da ilha e ex-genro do ex-presidente Raúl Castro.

Em 2019 e 2020, o Departamento de Estado vetou a entrada nos Estados Unidos de Raúl Castro, irmão de Fidel e ex-primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba (PCC). Também havia proibido a entrada do atual ministro das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, Leopoldo Cintra Frías, e do então ministro do Interior, o já falecido Julio César Gandarilla, assim como de seus familiares próximos.

 

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