Cuiabá (MT), 16 de abril de 2021 - 00:00

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08/04/2021 11:19

Construções históricas guardam a memória cuiabana ao longo das décadas; veja

Yuri Ramires

yuri@gazetadigital.com.br

História de uma cidade pode também ser contada por meio do desenvolvimento urbano e arquitetônico. Casas, prédios e construções - que pode ou não ter sofrido alterações ao longo das décadas - são fontes seguras para o resgate de memória.
Em Cuiabá, não é diferente. A história da cidade passa muito pelas construções.

O Centro Histórico é o exemplo disso. Por lá, há casas - casarões - já tombadas como patrimônio estadual como a Casa Barão de Melgaço, Joaquim Murtinho, a Casa dos Governadores, entre outras.


Para comemorar os 302 anos da cidade, a reportagem do  apresenta 3 construções importantes para a história e memória de Cuiabá, são elas: a Igreja Presbiteriana da 13 de Junho, que marca a chegada do movimento protestante na Capital, consolidando como a primeira da cidade.


A Diretoria dos Correios e Telégrafos que tem como base de sua construção as negociatas políticas na Era Vargas em 1930, marcando a chegada da arquitetura modernista na Capital, que passava a acompanhar os avanços em outras cidades brasileiras.


E, por fim, a Santa Casa de Misericórdia, que foi construída com graças a uma herança deixada por um português que morava na Cuiabá colonial. A faixada é tombada patrimônio cultural estadual desde 1998.


Engolida pelo comércio
Quem passa pela 13 de Junho na ânsia de comprar qualquer coisa não deixa de ver a primeira Igreja Presbiteriana de Cuiabá. A construção chama atenção em meio às lojas, mas ela está ali desde 1921, quando ganhou sua primeira 'pedra'.


Conforme o teólogo Sérgio Ribeiro Santos, mestre e doutor em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a arquitetura da igreja é similar aos edifícios construídos no Mackenzie College no final do século XIX e início do XX em São Paulo.


"Nota-se claramente a influência norte-americana nessas concepções arquitetônicas, reportando a igreja e escolas construídas no mesmo estilos nos Estados Unidos", diz ele em sua tese de 2015.


De lá pra cá, a igreja já sofreu alteração apenas no lado interno - já que o de fora não pode ser alterado e apesar de ter sida 'engolida pelo comércio', a pedra fundamental lançada em 7 de setembro de 1921 pode ser vista por quem passa pelo local, que ainda recebe cultos.

 

João Vieira

Cuiabá 302 anos

 


Modernismo de Vargas
Há poucos metros da Igreja Presbiteriana, também na 13 de Junho, está a antiga sede da Diretoria Regional dos Correios e Telégrafo de Cuiabá, que hoje funciona como uma agência regular dos Correios. A estrutura foi erguida no final do ano de 1930.


Sua entrada fica de frente para a Praça da República - conhecido antigamente como Largo da Matriz e representa grande avanço para a arquitetura modernista da capital.


Segundo os historiadores, a obra foi uma encomenda do estão interventor de Mato Grosso, Júlio Müller, durante o governo de Getúlio Vargas. O projeto foi realizado por uma construtora do Rio de Janeiro, responsável pela obra de vários prédios públicos naquele período. Grande parte delas adotavam características art déco com viés modernista.


Antes de se tornar a sede do departamento, o prédio foi casa do juiz João Vaz Morilhas, no século XVIII. Também foi sede do Colégio Liceu Cuiabano. Vale ressaltar que o antigo prédio foi demolido para a construção do novo Correio.


"O edifício é composto por três blocos verticais articulados, que sugerem o caimento do terreno através da diferença de gabarito. Entretanto, os três blocos são interligados por uma cinta de alvenaria na altura do peitoril das janelas, quase como se fossem amarrados, garantindo a unidade da edificação", lembram o grupo de arquitetos da UFMT, Naiara Rodrigues de Araújo, Ricardo Silveira Castor, Victória Ferreira Tapajós e Evillyn Biazatti.


Eles ainda acrescentam em inventário apresentado em seminário do Docomomo Brasil - em 2019 na Bahia -, que 'a entrada é bem marcada hierarquicamente através de um grande pórtico levemente avançado em relação ao restante do volume, havia ainda a escada lateral que conduzia ao interior do edifício'.

 

João Vieira

Cuiabá 302 anos

 


Herança ajudou na construção
De acordo com o governo de Mato Grosso, a área onde foi construída a Santa Casa pertenceu ae Manoel Fernandes Guimarães, que morreu em 1755. Ele também deixou uma quantia em dinheiro - equivalente a 12 contos de réis, para a construção de uma unidade de saúde para abrigar enfermos, especialmente os leprosos.


A construção foi iniciada em 1814, mas só foi finalizada em 1817 na gestão do capitão-general João Carlos Augusto de Oyenhausen-Gravenburg, descendente de alemães. Como ele 'comandou' a reforma, o projeto da obra teve características o estilo gótico com influência alemã.


Lá dentro, o espaço é divido por pavilhões, com corredores largos e salas amplas, ande abrigam as enfermarias. O espaço interno já sofreu várias reformas, já a fachada é tombada como patrimônio estadual - ata de 1998.

 

João Vieira

Cuiabá 302 anos

 


E apesar de já ter recebido várias cores nas paredes e algumas alterações, a estrutura original permanece. A última reforma foi realizada em 2019, quando o Estado assumiu a gestão da unidade de saúde.


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